Categoria: Arte da palavra

eseeulhedesseumapalavra

E se eu lhe desse uma palavra…

  • 13/01/2012
  • Antônio Terra | Planejamento

Você tem fome e eu lhe dou a palavra saboreie. Você alegre se senta para comer comigo.

Você tem sono e eu lhe dou a palavra sonhe. Você talvez se desligue mais facilmente dos seus problemas.

Você está feliz e eu lhe dou a palavra parabéns. Você sente que faz sentido acreditar na vida.

Você é o amor da vida de alguém e eu lhe dou a palavra companhia. Você sorri, pois sempre quis alguém pra ficar aí do lado. (mais…)

ampulheta

Tudo numa coisa só.

  • 20/10/2011
  • Vinícius Vihred | Criação

Sabe quando bate aquela vontade de escrever? Pois é.

Aí, você pode pensar: “Natural para alguém que é redator, né?”. Pode até ser. Hoje, mais precisamente depois do almoço, seria capaz de escrever um livro. Não, não é exagero. Pode ser que passe. Aliás, até agora a pouco estava morrendo de sono. Já agora, sob um ar condicionado gelado e um capuz preto, as palavras inundam minha mente. Peraí, falei algo sobre sono? (mais…)

ostras

Ostra feliz não faz pérola

  • 07/10/2011
  • Ana Paula Queiroz | Revisão

“Ostras são moluscos, animais sem esqueleto, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, com pingos de limão, com arroz, paellas, sopas.  Sem defesas – são animais mansos – seriam uma presa fácil dos predadores. (mais…)

Escrita

Escrita: Pequenos hábitos fazem toda a diferença.

  • 10/08/2011
  • Ana Paula Maia | Criação

Texto na faculdade, relatório para o chefe, cartinha de amor, blog pessoal. Não dá para fugir da escrita, mas dá para melhorá-la cada vez mais.

Para isso, é legal adotar alguns hábitos na hora de escrever. Seguem alguns que aprendi e me ajudam bastante, talvez possam ajudar vocês também! (mais…)

El silencio y el grito, de Fdezsrez.

O poder do silêncio

  • 30/03/2011
  • Ana Paula Queiroz | Revisão

Olá, pessoas…Na semana passada me atrevi a escrever sobre o Poder da Palavra. Hoje, escreverei sobre minhas reflexões a respeito do poder do silêncio.

Não sei se poderia dizer que ambos causam o mesmo impacto sobre as pessoas, porém, uma palavra bem dita e um silêncio bem colocado têm muito em comum. Um silêncio que cala é por vezes pior que uma voz que grita, que clama. Que RECLAMA.

Reclamando, exigindo, sugerindo, podemos mudar o rumo de uma história. Agora, frente a um silêncio que berra, não temos muito a fazer… afinal, segundo a sabedoria popular, quem cala consente, não é mesmo?

O silêncio do outro em um primeiro encontro amoroso… o silêncio desconcertante frente ao namorado no dia em que você quer terminar.

O silêncio de uma sala onde está o telefone por meio do qual se espera o resultado de uma entrevista de emprego… o silêncio após um pedido de perdão.

Acredito que a maioria das pessoas já se viu em uma situação de discussão em que o interlocutor simplesmente se cala… o impulso que nos toma é o de dar uma sacudida no outro, aos berros : “Fala alguma coisa, reage, não fica me olhando estático, mudo…”. E quanto é imenso o incômodo causado pela ausência de um e-mail esperado, de uma ligação em que o outro lado da linha se cala… ser ignorado é “tão muito mais horrível” que uma resposta mal dada… pelo menos no meu ponto de vista.

Como é terrível a sensação de falar para o nada… o poder da palavra parece sumir frente à potência do silêncio. Dar bom-dia e não ter resposta já incomoda, imagine discutir sem a reação do outro…

Que alcancemos todos o meio-termo. E que saibamos assim, usar os poderes das palavras ditas, bem como das ausentes….

“Se você não consegue entender o meu silêncio, de nada adiantarão as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos.”

Oscar Wilde

El silencio y el grito, de Fdezsrez.

El silencio y el grito, de Fdezsrez.

palavras

O poder da palavra

  • 16/03/2011
  • Ana Paula Queiroz | Revisão

Foto de Alexandra Carvalho no Flickr

Olá, pessoas!

A partir de hoje, colaborarei com a manutenção do blog, e meus primeiros registros serão inspirados no nome da coluna. Por conseguinte, falarei sobre “o poder da palavra”.

Se há algo acessível a qualquer homem, independente de credo, raça ou gênero, é a PALAVRA, seja essa escrita, falada ou representada por gestos – como as libras – ou pontos em alto relevo, como o braile.

Por estar ao alcance de todos, a palavra tem o poder de anunciar desde um nascimento até o início de uma guerra, tamanha é a sua onipotência. E onipresença, uma vez que a mesma pode estar em todos os lugares, ainda que não esteja grafada. A palavra, por meio de um gesto, de um olhar, pode estar representada, e dessa maneira, reprovar, aprovar ou reproduzir a opinião de alguém.

As palavras têm a capacidade atingir mais que um toque, de nos agredir e nos deixar mais indefesos que uma surra. Elas têm o poder de fazer com que as pessoas reflitam sobre seus atos com mais ênfase que se a pessoa fosse agredida fisicamente. Palavras nos deixam sem ação, e tocam nossa mente e alma, ao mesmo tempo em que nos trazem uma felicidade ilusória, uma alegria sem tamanho e descontrolada, como ao lermos uma carta esperada há tempos, um recado, um bilhete… ainda que o papel – ou nos dias de hoje, o computador – aceite tudo, e o conteúdo possa não ser mais que uma grande falácia.

As palavras nos encantam, nos convencem… vendemos e compramos, nos apaixonamos e desencantamos. É através delas que escrevemos e registramos nossa história, nos situando na linha dos séculos, e assim prosseguimos, com o objetivo de eternizar-nos e a nossos feitos, no tempo e no espaço.

“Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução.”

Machado de Assis.