Categoria: Head Light

Imagem: Shutterstock

Partilhando o sentido da vida

  • 12/03/2012
  • Antônio Terra

É para atender aos pedidos que concordei em tornar público o discurso proferido durante a colação de grau das turmas de Publicidade e Propaganda do UNI-BH no dia 07/03/2012. A emoção é sincera de ver coroado todo um tempo de dedicação ao desenvolvimento humano e profissional e de estar junto naquele momento, celebrando os significados de cada um para aquele dia. (mais…)

brasil

A saga dos serviços no Brasil

  • 23/08/2011
  • Antônio Terra | Planejamento

Somos um povo em aprendizado em muitas dimensões. Vivemos aquele momento que, em marketing, chamamos de “atravessar o abismo”, o que no caso do Brasil, significa sair de uma situação econômica para outra completamente diferente. (mais…)

smile g30

Sinceramente

  • 04/08/2011
  • Antônio Terra | Planejamento

Ter uma empresa está entre os meus ideais de vida desde sempre. Gosto de gente, gosto de comunicação, gosto de negócios, e uni tudo isso na G30. Uma empresa real, de gente disposta e resultados tangíveis.

Encontrar gente que queira gerar negócios de comunicação na construção de marcas cada vez mais presentes na vida da gente, e de toda a comunidade, é realizador. (mais…)

Igreja Grão Mogol

Para quem acredita em Deus e para quem acredita nos homens

  • 30/05/2011
  • Antônio Terra - Planejamento

Fui a Grão Mogol recentemente visitar o caro amigo Lúcio Benquerer e sua acolhedora esposa Vilma. O motivo é um projeto que ele empreende na cidade – a construção do maior presépio de pedras ao ar livre do mundo: Presépio Natural Mãos de Deus. A nossa proximidade fez com que a G30 apoiasse a transformação de seu sonho em realidade. Lúcio é dessas pessoas que a gente se apaixona pela história, pela inteligência, pelo exemplo de vida.

Grão Mogol é um lugar encantador, com poucos milhares de habitantes convivendo numa região de muitas pedras e temperaturas amenas pelo ano todo. A igreja, o casario, a feira da cidade, parecem existir apenas nos filmes antigos ou nas memórias de um sábio. Mas existem, estão lá, e, em breve, serão descobertas por muitos que visitarem o Presépio e a cidade.

O local, com 70m2, de frente é uma bela escarpa de pedras. Parecem realmente, como sugere o nome, ter sido distribuídas pelas mãos de Deus, tal a perfeição de seu desalinho. Já pedi a alguns amigos geólogos que mandem informações sobre a região, mas uma primeira informação diz que a área se formou há pelo menos 10 milhões de anos.

Num próximo post conto mais sobre outras belezas da região e sobre como será o presépio.

Igreja Grão Mogol

Igreja local toda feita em pedras, como muitas das construções locais.

O que muda?

O que é que muda?

  • 25/03/2011
  • Antônio Terra | Planejamento

Tudo muda o tempo todo. Verdade.

A gente muda de humor, muda de horário de acordar, muda de roupa.

O que é que não muda?

Tudo muda o tempo todo. Fato.

A G30 mudou de endereço. “Nossa… puxa, você escreveu um post pra contar isso?”

Não. Quero falar de mudança.

Minha sala mudou, meu humor mudou, mudaram outras pessoas pra mais perto da minha sala.

Como está difícil este texto seu. Do que você quer falar mesmo?

Você não gostou da mudança.

Gostei. Mas tudo muda o tempo todo. Realidade.

As pessoas se renovam todos os dias em todos os aspectos.

Mas tem gente que pensa que nunca muda.

Batem no peito pra dizer que tem um caráter só, um jeito só de agir, rs… Como se gente pudesse ter coerência o tempo todo.

Mas não pode?

Não é que não pode, é que não dá conta. Não precisamos nem buscar Max Weber pra conversar sobre os discursos das personas, das máscaras nossas de cada dia.

É. Aceitemos.

Mudar é inerente, contribui. Gente sem arestas é mais gostoso de conviver, mas quem não tem arestas pra aparar, que tire a primeira aresta.

Tudo muda o tempo todo. Mudei.

social

Prêt-à-Porter social.

  • 15/02/2011
  • Antônio Terra | Planejamento

Caminhamos cada dia mais para uma sociedade “Prêt-à-Porter” onde a relação com o próximo fica escassa, o conceito de ser humano posto à prova e os valores mundiais revistos. Fala-se muito em sustentabilidade no mundo contemporâneo, numa acepção clara de que a forma como lidamos com o todo precisa ser revista. Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado à continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. Mas a sustentabilidade não está só ligada às ações dos governos ou das grandes empresas: a sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.

Saber enxergar o outro, saber a partir do outro são pressupostos das relações, engrenagem da cultura, que é fundamentalmente pessoas relacionando entre si. A pós-modernidade nos coloca numa rota de sentidos geradora de um homem cosmopolita, uma vida mediada que evita o encontro com o outro. Insegurança, desejo do capital, frustração diante dos flashes cotidianos do consumo. O templo da vida hoje é o templo da moda: efêmero e degenerescente nas relações, nos gestos em relação ao outro e ao planeta, nos sentimentos, na própria razão de ser. De um lado, um movimento consciente, que aponta uma volta à essência das razões humanas: preservar, transformar, amar. De outro, uma sociedade pronta para vestir, descartável, alucinante, sedutora e hedonista.

A comunicação como insumo e resultado da cultura é espaço de informação, de persuasão e motivação. É também espaço da sensibilidade, da possibilidade de discussão, da fruição. Da semiótica, nos é importante: quem vê, o que vê e aquilo que é imaginado. Nesta perspectiva agiganta-se a responsabilidade do ofício da comunicação. Numa vida de interfaces como a que partilhamos hoje, baseada na Rede, cada palavra gerada impacta e modifica a vida de milhares de pessoas. Assim como todas as outras mensagens, nos últimos anos potencializaram-se as mensagens sociais das empresas, que, se por um lado contribuem para um maior envolvimento do homem com a sua sobrevivência, por outro esvazia o significado da sustentabilidade, uma vez que transferimos para a comunicação o papel social e fazemos disso bandeira externa em detrimento da ação comprometida com o desenvolvimento da comunidade. O discurso segue apaixonante, a ação se contradiz na empresa que adota a praça num gesto eco-social, mas remunera mal os seus funcionários, investe na cultura local, mas subjuga seus fornecedores. Estou certo de que sistemas sustentáveis não são construídos desta maneira.

plantar-livro

A força dos ritos na cultura

  • 26/12/2010
  • Antônio Terra | Planejamento

Na dimensão cultural a nossa relação humana é carregada do simbolismo das convenções. Os gregos quebram pratos, o Papa beija o chão, trocamos presentes, dentre outros ritos já instalados. Cada rito depende da sugestão, da aceitação e da consagração do grupo para que seja imortalizado na transmissão entre as gerações.

Já li muito sobre a crítica que se faz à perda do rito das refeições, uma vez que a família não se reúne mais como fazia-se nas sociedades basicamente agrícolas ou mesmo na pré-industrial. A urbanização, a instituição do trabalho na fábrica, a emancipação da mulher e mesmo o modelo junk-food estão entre as realidades desta modificação.

Talvez o que não se perceba é que toda mudança social cria novos ritos. O happy-hour, o décimo terceiro, as cachaçarias femininas e o tradicional lanche pós-balada, são alguns deles. Tal qual os anteriores tornam-se movimentos humanos compartilhados e mantidos até que novos rituais façam mais sentido para as pessoas.

Viajei nas férias para celebrar o Natal com a minha família no sul do país e participar da formatura em agronomia de um primo muito querido. Embora sejam dois grandes momentos, o título do texto nasceu pela experiência vivida na formatura. A faculdade fica em Bandeirantes, e é um dos cursos oferecidos pela UENP – Universidade Estadual do Norte no Paraná. A colação de grau é conjunta e envolve os demais cursos. Ainda assim, chamou a minha atenção o nível de envolvimento dos professores com os alunos. No dia seguinte reúnem-se apenas os alunos do curso no prédio principal do campus para decerramento da placa da turma. Isso mesmo, cada uma das turmas tem ao final do curso o seu nome imortalizado nos corredores da instituição. Ainda não acaba assim, dirigem-se todos para os jardins onde uma árvore é plantada por um dos alunos da turma e mais uma placa é instalada no meio de tantas outras em vários estágios de crescimento, haja visto que a primeira turma é da década de 70.

Cada um destes momentos é coroado pela fala de professores apaixonados pela profissão, devotados a seus alunos e entusiastas de um Brasil que se produz da terra.

Belo. Fiquei realmente muito feliz com o que vi, e voltei com a sensação que eu não vivi o período universitário, tanto menos a colação de grau.

É preciso que com o aceleramento das nossas vidas cuidemos de preservar as tradições ou a modernidade fica sem alma.

Bom 2011 a todos que leem o nosso blog com o desejo de que mais ritos se estabeleçam nas suas vidas, eles fazem diferença.