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Business

Crescer ou desaparecer: desconstruindo o mito

  • 01/12/2010
  • Fátima Lima | Relações com o Mercado

Chegado o final do ano, a hora do balanço nas organizações. No acompanhamento do mercado, várias empresas que mostram a cara trazem cenários de crescimento em 2010 e projeções de crescer ainda mais em 2011. Estamos falando de crescimento linear e contínuo, coerente com nossos modelos de negócio e gestão, surgidos na década de 80 e disseminados até hoje, que apontam o crescimento orgânico como métrica de sucesso.

O crescimento de uma organização, isolado, pode ser considerado métrica de sucesso.

Tido como um dos maiores especialistas em crescimento orgânico, Edward D. Hess, pesquisador e professor da Universidade da Virgínia, defende que o crescimento é descontínuo por períodos e que crescer demais é muito perigoso e pressupõe o gerenciamento de riscos. Na ânsia por crescer a qualquer preço, algumas empresas rumam para a autodestruição. Ser grande não significa ser saudável, pois um grande crescimento pode desembocar em problemas de qualidade, pessoal, gerenciamento e caixa.

A seguir, alguns dados compilados dos seus estudos, realizados entre 2006 e 2008.

- No mundo inteiro, apenas 427 empresas com capitalização de mercado superior a US$1 bilhão conseguiram crescer 5% por quatro anos consecutivos. Destas, 93% cresceram por fusões e/ou aquisições.

- Menos de 3% das empresas conseguem crescer acima da média do setor em sete anos consecutivos.

- Das 1,3 mil empresas de capital aberto estudadas, as 23 com maior crescimento apresentavam modelo de negócio simplificado e convencional e eram campeãs em execução, por exemplo: Best Buy, Outback, Sysco, Tiffany, Walmart, Harley-Davison.

A questão para Hess não é crescer ou morrer, é melhorar para não desaparecer. E você, o que pensa sobre o nosso modelo de gestão e o crescimento das organizações no Brasil?

tempo

Parando para o tempo

  • 07/10/2010
  • Fátima Lima | Relações com o Mercado

Costumo evitar aprofundar em assuntos que vão me incomodar, mas no decorrer das últimas semanas foi inevitável a reflexão sobre o tempo que está passando. Falar sobre o tempo tem sido recorrente em várias rodas, em diversos encontros, e principalmente, na ausência dos encontros. Ao telefone ou e-mail “ando sem tempo”. Tento entender e fazer um pacto com o tempo das horas, dos anos, do infinito. Descubro o tempo de uma vida inteira em que o eterno é breve. Quanto tempo eu tenho hoje? Todo tempo e nenhum tempo. Diagnóstico inevitável: Na eterna batalha do homem contra o tempo, o acaso pode ser determinante. Certamente sou eu a controlar o barco minha vida, mas o mar é incontrolável. Ao invés de sofrer com antecedência pelo ano que dizemos que já acabou, achando que o tempo passa rápido demais e que não dá tempo de fazer nada, sugiro experimentar viver o agora. Utopia? Pode ser. Mas se o tempo é curto, o mundo também é pequeno demais para meus sonhos. Então pode ser que eu deixe o absurdo dos meus pensares para viver no absurdo da realidade, onde brota-me o desejo de encontrar um mínimo de nexo entre o que me oprime e o que me faz feliz.

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Ubá

  • 22/09/2010
  • Fátima Lima | Relações com o Mercado

Mais Perto é uma coluna que trata de questões sobre relacionamento, gestão, opinião de mundo e histórias da G30. Estarei por aqui quinzenalmente e, para hoje, escolhi resgatar uma criação textual muito prazerosa da nossa colega Clarice Neres. O cenário era muito diferente de hoje, com a estrutura bem mais enxuta, de vez em quando éramos um pouco Bombril. Clarice é nossa diretora administrativo-financeira, tem uma energia criativa imensa e transita em várias áreas do conhecimento, embora sua modéstia possa me confrontar. Nesse pedacinho de memória “gtrintiana”, uma amostra do que estou dizendo. Leiam e deliciem-se.

Briefing: Homenagem dos colaboradores GSC ao seu provedor, homem com grandes feitos políticos, nascido em Ubá.

fatima

Mundo verde na era do consumismo

  • 16/09/2010
  • Fátima Lima | Relações com o Mercado

Um dos temas do Projeto Brains, ocorrido hoje, estava focado no mundo verde: sem poluição, com energia limpa e com utilização racional dos recursos naturais, dentre outros aspectos que nos fazem visualizar o paraíso, ou voltar ao passado. Isso mesmo, se fizer algum esforço, é possível que a geração de 70 e das décadas anteriores lembrem-se que praticamente tudo que comprávamos vinha em embalagens de papel (arroz, açúcar, macarrão e vários produtos do dia-a-dia). Lembro-me também que as residências tinham no máximo uma televisão e que geladeira era o sonho das classes menos abastadas. O telefone fixo custava vários mil cruzeiros (era como comprar um carro). Carro? Quantos prédios construídos sem garagem! Em poucos anos o mundo vivenciou grandes mudanças: as mulheres no trabalho, a abertura de mercado, o desenvolvimento econômico. Tudo ficou mais facilitado, até o supérfluo se tornou item de necessidade. Vivemos hoje num mundo cada vez mais consumista que se preocupa e volta os olhos para o futuro, mesmo sabendo que possivelmente, a solução esteja no passado. Quantos estariam dispostos a abrir mão da sua comodidade em prol de um futuro melhor?

Crocodilo dentista

Algum jacaré te mordeu hoje?

  • 24/05/2010
  • Ana Paula Coelho | Gerência de Projetos

A metáfora é muito poderosa. É claro que você, que recebeu a missão de drenar o pântano, ao entrar nele e ser mordido por um jacaré imediatamente esquecerá tudo e se focará em matar o desgraçado do jacaré.

Esse jacaré é o nosso dia-a-dia. Esse jacaré representa o nosso agir sem planejar, sem parar para pensar, o famoso engatar uma coisa na outra.

Relembre o seu último dia de trabalho. Dirigindo no trânsito, você fez os planos do dia, organizou a agenda, planejou o tempo a ser distribuído de acordo com suas prioridades. Aproveitando o congestionamento, fez até uma lista usando uma folha do caderno que seu filho esqueceu no carro.

Acabou de estacionar e do seu lado um outro gerente diz: “Não se esqueça do relatório que você me prometeu para hoje!!”.

Pronto, o primeiro jacaré te pegou!!

Aí é vapt, vupt, paulada no jacaré, e você consegue chegar na sua sala. Mal sentou, toca o telefone! O chefe!! “Você viu os resultados das vendas de ontem? Você tem que ir lá na filial falar com o supervisor!”. Pronto. O segundo jacaré te pegou e esse tem a boca grande!

De novo paulada para todo lado e você tenta voltar ao plano original, quando entra na sua sala um subordinado que acaba de receber uma proposta com 25% de aumento no fixo e 50% de aumento no variável. Jacarezão de boca aberta, e esse é dos cascudos. Senta, conversa, argumenta, discute, se emociona e a dor da mordida você já nem sente. Consegue adiar a decisão dele até você falar com o RH.

Você olha para a lista, aquela feita no caderno do seu filho, já são quase duas horas da tarde e você nem almoçou. Come uma barrinha de cereal e abre o e-mail. Pulam dois jacarés filhotes, dessa vez querendo morder a sua mão.

Trinta e sete e-mails! Alguns com horário da madrugada. E você pensa que jacaré dorme? Jacaré competente manda e-mail à 1h35 e ainda fala que vai trabalhar mais um pouco.

Ao fim do dia, exausto, faminto, sem ter conseguido tomar um café! Você olha a sua lista de prioridades e se sente um lixo! O que é que eu fiz hoje?? Nem o primeiro item!

E como sair dessa? Trabalhando incansavelmente o conceito de prioridade.

As suas prioridades são aquelas relacionadas com suas metas, são as tarefas que somam valor, são as que são significativas e claramente percebidas pelos clientes. Não confunda os conceitos de urgente e importante. A urgência é temporal, tem a ver com a cronologia das coisas, e a importância tem a ver com contexto e conteúdo.

Trabalhe suas prioridades. Essas sim reúnem o melhor da urgência e da importância, pois foram planejadas por você e de acordo com suas metas e objetivos.

Não se deixe iludir pelo fato de, hoje, você conseguir matar três ou quatro jacarés por dia. No final você vai ser mesmo avaliado é pela drenagem do pântano.

Autoria: Erick de Figueiredo