Categoria: Mundo Corporativo

Marcas

O papel da comunicação na sustentabilidade das marcas

  • 28/09/2011
  • Fátima Lima | Relações com o Mercado

Num cenário de economia globalizada, em que a concorrência é exponencial, a alternância tecnológica intermitente e o capital intelectual cada vez mais oneroso, as empresas se perguntam: “comunicação: investimento ou despesa?” (mais…)

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O Sucesso e a Teoria da Perspectiva

  • 27/10/2010
  • Clarice Neres | Administrativo

Daniel Kahnneman, ganhador do prêmio Nobel de Economia 2002, após 30 anos de estudo, desenvolveu sua tese “Teoria da Perspectiva” sobre a irracionalidade nas decisões de consumo e investimento. Esta pesquisa revelou que as falhas e distorções em nossos processos decisórios são regra, e não exceção, e que a maioria das pessoas ficam satisfeitas com avaliações superficiais. Por isso, quando um jogador está ganhando, ele fica temeroso, no entanto, quando um jogador está perdendo, ele arrisca tudo. Por isso também, temos a tendência de exagerar em nossas autoavaliações, considerando-nos mais capazes, talentosos, inteligentes, honestos, etc. do que realmente somos.

Kahnneman, afirma que temos 02 sistemas de pensamento:

1 – Quando estamos agindo no Sistema 01, tomamos decisões velozes, sem esforço, habituais, reforçadas pelas emoções, por isso tais decisões podem ser precipitadas.

2 – Quando estamos agindo no Sistema 02, nossos pensamentos e modo de agir é consciente, analítico, lógico, por isso é mais lento, dá mais trabalho, mas é mais seguro, principalmente em situações de risco.

Muitas pessoas talentosas não alcançam o sucesso que almejam, porque na maioria das vezes, estão condicionadas ao Sistema 01, agindo de forma automática, “nadando a favor da correnteza”, se comportando como a maioria, oferecendo o que a maioria oferece, de forma habitual, sem esforço.

É preciso somar ao talento, à competência uma dose de eficiência. Para que essa adição ocorra, é necessário persistência, determinação, esforço e estratégia (Sistema 02) além da multiplicação de forças, pois ninguém escala a montanha do sucesso completamente sozinho.

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Quanto tempo devo ficar no mesmo emprego?

  • 14/10/2010
  • Clarice Neres | Administrativo

O prof. Luiz Marins diz que “quando uma pessoa busca desafios no próprio trabalho, encontra a motivação. O ser humano precisa sentir-se em constante desenvolvimento e não pode ficar esperando que alguém lhe ofereça essa oportunidade. Ele mesmo deve buscar esse desenvolvimento por meio da atenção aos detalhes em tudo o que fizer.

A ilusão de viver em busca de um trabalho motivador é, muitas vezes, fruto da falta de dedicação ao trabalho atual. Ninguém ama aquilo que desconhece e, quanto mais conhecermos sobre nosso trabalho, maior será a nossa chance de gostar do que fazemos”.

Penso que a ansiedade em trocar de emprego está diretamente relacionada à nossa dificuldade de resolver as questões e por parecer mais prático desistir delas, e não com a busca de novos desafios. Isso ocorre em outros aspectos de nossa vida, quando resolvemos abrir mão de um amigo, por achá-lo difícil de lidar, deixando de perceber suas qualidades e suas contribuições à nossa vida, quando decidimos “armazenar” nossos velhos em lares para idosos, por não encontrar tempo em nossas agendas para cuidar deles e nos convencemos que para ele isso é o melhor, quando decidimos descartar aquele cônjuge que já está “rabujento”, e investir em um novo relacionamento, com a certeza de que a culpa é toda dele, quando somos ingratos o bastante para dizermos que “tudo o que temos conseguimos sozinhos, que nunca ninguém nos deu nada”.

Estamos sempre prontos para criar motivos, a fim de esconder as verdadeiras razões, e já que isso nos “caiu tão bem” aceitamos como uma célebre descoberta.

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Alinhar objetivos

  • 30/09/2010
  • Clarice Neres | Administrativo

É preciso alinhar os objetivos pessoais com os objetivos da empresa para que possamos caminhar juntos.

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Todos temos objetivos pessoais, planos para o futuro, sonhos, estes fazem parte de nós e quando bem claros nos levam a realizá-los.

Toda empresa possui suas metas, seus projetos, seus objetivos a curto, médio e longo prazo e as pessoas que trabalham nela, trabalham para alcançá-los.

A vida de uma empresa pode se tornar mais longa que a vida de um trabalhador, seja ele sócio do empreendimento ou funcionário.

Todas essas afirmações nos levam à seguinte pergunta.

Como posso contar meus dias, atingir meus objetivos pessoais, ser feliz e ao mesmo tempo contribuir com os objetivos e metas da empresa onde atuo?

Isso só é possível se conseguirmos alinhar os dois planos, se atingirmos um equilíbrio sereno onde a faceta profissional complemente a pessoal..

Não será possível contribuir com o crescimento de outrem, mesmo que esse outrem seja um ser jurídico, se eu não estiver crescendo junto. Não é possível me comprometer com algo no qual eu não acredito, não é possível acreditar em algo do qual eu não queira fazer parte.

É preciso entrega, doação, e se isso parecer um sacrifício, então precisamos repensar sobre o que estamos fazendo nas empresas em que trabalhamos.

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CHA com Pareto

  • 22/04/2010
  • Clarice Neres | Diretora Administrativa

Vilfredo Pareto (1848-1923), economista italiano descobriu o princípio 80/20 em 1897. Segundo este princípio 80% do trabalho realizado por uma pessoa vem de 20% do tempo gasto nessa realização, então 80% do esforço consumido é de pouca importância, ou seja, há um forte desequilíbrio entre causas e efeitos, entre esforços e resultados e entre ações e objetivos alcançados.

Mas como Pareto chegou a esta conclusão? Ele comprovou que a maioria da renda e das riquezas ia para uma minoria de pessoas, portanto, havia uma forte relação matemática entre a proporção de pessoas e a renda recebida por este grupo.

Sendo assim, se o empresário constata que apenas 20% dos clientes garantem 80% do lucro da empresa, vale a pena manter os outros 80% de clientes pouco lucrativos? Se 80% dos resultados são obtidos por 20% dos funcionários, o que fazer com os outros 80%? Se 80% do total de vendas está relacionado com 20% dos produtos, preciso de um estoque tão grande?

Obviamente esta relação 80/20 não é exata, é apenas um referencial. No entanto se aceitamos esse princípio como verdadeiro, podemos usá-lo para melhorar muitas coisas em nossa vida. Podemos identificar em nossa empresa quais são os 20% de causas responsáveis pelos 80% de efeitos positivos, os resultados, e então nos concentrarmos neles procurando melhorá-los e aperfeiçoá-los cada dia mais.

E o CHA? CHA é um ideograma utilizado para designar conhecimento, habilidade e atitude, uma concepção que procura definir o sentido de competência a partir de um referencial que ela possa ser mensurada, e até mesmo comparada a padrões internacionais. É um dos modelos mais usados atualmente na gestão de pessoas.

O C de conhecimento, significa conhecimento teórico sobre determinado assunto. É o saber.

O H significa habilidade para produzir resultados com o conhecimento que possui. É o saber fazer.

O A é a atitude, o comportamento humano, o conjunto de valores que cada um possui, seus sentimentos, suas emoções, características como assertividade, iniciativa. É o querer fazer e como fazer.

Todas as organizações possuem pessoas com competências individuais que são a base para as suas competências organizações, cabe aos gestores identificar os 20% dessas competências responsáveis pelos 80% dos resultados e aperfeiçoar tais competências. Cabe ao indivíduo, seja empregado ou empreendedor, fazer a mesma análise e aperfeiçoar os seus 20%. É preciso assumir o desequilíbrio, compreender que não seremos totais, mas se formos 20% bons, teremos 80% de resultados positivos.

Tempo X Trabalho II

  • 16/03/2010
  • Clarice Neres | Administrativo

Algumas sugestões para melhor aproveitamento do tempo:

1) Faça uma lista das tarefas do dia: Numere os itens na ordem em que pretende cumpri-los.

2) Sincronize seus calendários e agendas: Não perca um compromisso, porque está anotado em apenas uma das suas agendas.

3) Escreva um plano de ação contendo todos os passos envolvidos num projeto, e coloque-os na sequência apropriada.

4) Tente programar as tarefas mais importantes primeiro, assim, será mais fácil conseguir tempo para as menos importantes.

5) Seja realista ao definir seus objetivos.

6) Reconheça que você não terá tempo para fazer tudo. Dê preferência às atividades que produzem os resultados mais importantes, levando em conta os seus objetivos. Quanto às emergências, se não puderem ser canceladas ou delegadas, tente fazê-las em menos tempo.

7) Anote o tempo gasto em atividades por uma ou duas semanas para descobrir aonde o seu tempo está indo. Você perde muito tempo em atividades sem importância? Será que a maioria das interrupções vem sempre das mesmas pessoas? Existe um período do dia ou da semana em que é mais provável você ser interrompido? Elimine atividades que se infiltraram na sua rotina e que desperdiçam tempo.

8) Programe menos atividades.

9) Reduza as interrupções. Reserve um período do dia em que você não permitirá interrupções, a menos que seja absolutamente necessário.

10) Programe a tarefa mais desafiadora para o período do dia em que você está mais disposto e alerta.

11) Faça a tarefa mais desagradável o mais rápido possível

12) Deixe um tempo reservado para os imprevistos. Se você acha que pode chegar a um lugar em 15 minutos, programe 25. Se acha que um compromisso durará 1:00 hora, reserve 1:20.

13) Aproveite bem o tempo. Por exemplo, ouça as notícias ou uma gravação enquanto faz a barba, ou dirige. Leia enquanto espera o ônibus, ou simplesmente use esse tempo para relaxar.

14) Siga o princípio dos 80/20. (Essa idéia é conhecida como Princípio de Pareto, desenvolvida pelo economista Vilfredo Pareto, economista do século 19. Envolve o conceito de que 80% dos resultados vem de 20% dos esforços.) Se você alistou 10 tarefas, quais são as 02 mais importantes?

15) Tire tempo para descansar regularmente. Voltar para o trabalho com a mente e o corpo descansados é mais produtivo.

16) Ponha por escrito – Escreva o problema, e aliste todas as soluções possíveis.

17) Não seja perfeccionista

18) Seja profissional – Não espere ter vontade para executar uma tarefa. Simplesmente comece a trabalhar

19) Seja flexível. Descubra quais dessas sugestões funcionam melhor e adapte as idéias às suas circunstâncias e necessidades.

E aproveite bem o tempo, já que ele é um recurso não renovável.

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Tempo X Trabalho

  • 01/03/2010
  • Clarice Neres | Administrativo

Alguns estudiosos do século XX ousaram acreditar que os avanços tecnológicos libertariam as pessoas do “tédio” do trabalho e marcariam o início de uma “era de lazer sem precedentes”. O professor universitário, Julian Huxley, no início da década de 30, previu que no futuro as pessoas trabalhariam no máximo dois dias por semana, e isso seria suficiente para prover suas necessidades. Um executivo chamado Walter Gifford, declarou que a tecnologia daria a “todo homem a chance de fazer o que quisesse…, o tempo para aprimorar-se na arte de viver e para se dedicar a atividades que satisfizessem a mente e o espírito”. O sociólogo Henry Fairchild orgulhou-se em dizer, que “mesmo funcionando… no máximo quatro horas por dia”, as indústrias poderiam “fabricar mais produtos do que as pessoas conseguiriam usar”.

Mas o que ocorreu ao longo do tempo? O crescimento econômico durante o século XX e começo do século XXI foi realmente astronômico. Teoricamente, isso deveria ter reduzido a carga de trabalho de modo significativo. No entanto, John de Graaf nos aponta o resultado de tal crescimento: “As pessoas tem colhido todos os benefícios de sua produtividade na forma de mais dinheiro ou mais bens, mas nenhum benefício na forma de tempo. Dito de modo simples, nossa sociedade tem dado mais valor ao dinheiro do que ao tempo.”

Quais são as conseqüências dessa escolha?

Para Alcione Araújo (2000), todo o tempo, de toda a família, é consumido, direta ou indiretamente, pelo trabalho – doméstico, informal ou institucional. Seja trabalhando as sagradas oito horas diárias, seja preparando-se para ir trabalhar, seja no transporte para o trabalho. Seja ansioso com as perspectivas no trabalho, seja apreensivo com a avaliação do desempenho no trabalho… Cada dia, cada semana, começa e termina com o trabalho. SENNET (2008), explica que na sociedade atual onde tudo é flexível e superficial, manter casamentos e relacionamentos é uma tarefa difícil, as pessoas estão exauridas pelo ritmo enlouquecedor, tornando o convívio complicado para os casais. E quanto aos filhos? Estes recebem cuidados de “terceirizados”. Assim, a família como a concebemos se torna cada vez mais escassa.

A sobrecarga de trabalho tem sido associada a obesidade, alcoolismo, doenças cardíacas, acidentes de trabalho, dependência de drogas, ansiedade, fadiga, depressão e muitos outros problemas relacionados ao estresse. A revista Época (2005) alega que está comprovado que é possível enfartar e morrer só por estresse, no Japão há um fenômeno chamado Karoshi, “morte por excesso de trabalho”.

Há estudos que comprovam que nos momentos de lazer o homem tem sua capacidade criativa mais aguçada. Mas as pessoas não conseguem relaxar, elas não abandonam o trabalho, nem mesmo quando estão de folga. E assim, o lazer e a criatividade também ficam comprometidos.

Com o ritmo cada vez mais acelerado, as pessoas não tem disponibilidade para a cultura, então a indústria do entretenimento criou os “fast-arts”, soluções rápidas, nas quais não se precisa processar muitas informações. Isso justifica o sucesso dos filmes “blockbusters” e as comédias “stand-ups, piadas rápidas que exigem pouco esforço mental. A cultura e sua diversidade é outra vítima dos tempos corridos.

Jonh Donne, em seu texto “Meditações XVII” diz que “nenhum homem é uma ilha”, mas o homem contemporâneo ousa contradizer a frase poética, cada vez mais se sente só, tem pouco tempo para fazer novos amigos, e para acompanhar a vida dos amigos já feitos, presenciar suas alegrias e tristezas, na maioria das vezes o que se tem de mais próximo são os colegas de trabalho, devido ao convívio necessário, o resultado são os relacionamentos superficiais.

Os nossos princípios é o que definem até onde somos capazes de ir, quais as linhas que podemos ultrapassar pelas exigências do trabalho. Inclusive podemos assumir o trabalho como o maior de nossos valores, e isso não deve ser encarado como um problema, há muitas pessoas que escolhem o trabalho como prioridade em suas vidas e se sentem totalmente realizadas. O que não podemos fazer é procurar um vilão para os nossos insucessos e insatisfações. É verdade, que a sociedade impõe muitos valores, deixando poucas escolhas, mas não podemos assumir um valor imposto pelo outro. É preciso lembrar que a sociedade somos nós, e se existe uma pressão, de certa forma somos cúmplices dela. Sabendo que o tempo se escoa rapidamente, é urgente nos questionarmos sobre quais são os nossos valores, o que queremos para nossas vidas e nos empenharmos pelas nossas escolhas, sabendo que não damos mais do que o acordado, porque só o fato de dar já sela o acordo.