Dia 15/03 a equipe da G30 marcou presença no lançamento do livro Transas Poéticas de Diogo Faria, do Estúdio Click. Fomos prestigiar o autor e toda a sua família, que além de muito queridos por aqui, são nossos parceiros.
Recentemente, o Google divulgou a lista dos 10 vídeos mais vistos em 2010. E hoje dou meu destaque para a banda norte-americana OK GO, que entrou na 7a posição no ranking.
Com uma “chupada” no comercial da HONDA, o vídeo é muito bem produzido e dá continuidade à saga adotada pela banda: a de fazer clipes musicais com coreografias, ensaios e testes, o que acabam gerando efeitos visuais interessantes, além de propagar o buzz, até chegar a esta lista. O vídeo da lista do google você confere abaixo.
Com sonoridade mesclando indie, rock e pop, a banda já causou frisson mundial em 2006 com o vídeo do hit Here It Goes Again, que também é muito bacana. Esse você já deve ter visto:
E se você está curtindo os clipes, fique com mais este aqui:
Para quem quiser ver mais vídeos da banda, é só clicar aqui.
E se ficou mais interessado e quer visitar o site da banda, clique aqui. O site segue também a tendência atual: ter conformação de blog. Boa diversão!
Para ver a lista completa dos 10 vídeos mais vistos no Youtube, acesse aqui.
Seria mais um filme sobre relacionamento extraconjugal e o drama vivido pelos envolvidos não fossem alguns detalhes interessantes no roteiro do filme Minhas mães e meu pai, em cartaz nos cinemas de BH.
Nesta produção, diferentemente das inúmeras já feitas sobre o tema, um casal lésbico, que teve 2 filhos resultantes de inseminação artificial, se vê surpreso com o desejo deles em conhecerem o seu pai. Uma observação: é um casal de filhos, cada um de uma das mães, mas meio-irmãos por terem o mesmo pai.
A trama ganha força quando o pai é acionado por um funcionário do banco de sêmen contando do desejo de seus filhos em conhecê-lo. Excitado com a ideia, ele resolve encontrá-los e passa a conviver com a nova família, envolvendo-se também com uma das mães. E é aí que a trama se difere das demais, diminuindo o foco do triângulo amoroso e dando luz à influência e interferência do pai numa família “supostamente” que não é sua.
Com atuações brilhantes da Annette Bening, Julianne Moore e Mark Ruffalo, Minhas mães e meu pai é um filme que vale a pena pela “novidade” do tema, pela sensibilidade da abordagem e sua provocação no público. Uma comédia romântica deliciosa e inteligente.
Em cartaz:
Cineplex Diamond Mall – 17h20min, 19h40min e 22h00min
Cinemark Pátio Savassi – 14h50min, 17h20min, 20h e 22h25min
Hoje trago para meu post quinzenal a poesia, tão presente em nosso dia-a-dia, mas completamente oculta no detalhe das pequenas coisas despercebidas. Se observarmos um pouquinho mais com atenção, encontraremos episódios e sensações que exercem um fascínio muitas vezes difícil de ser traduzido em palavras e versos. E elas estão ali, à nossa espera.
Para essa estréia poética, trago uma lição do Ferreira Gullar, poeta maranhense nascido em 1930 e amplamente premiado nacional e internacionalmente. Como afirma o professor do Departamento de Literatura da Unesp, Odil José Oliveira Filho, “Ferreira Gullar assume a complexa lição do poeta moderno, que é, enfim, a de lutar com (e contra) a palavra, para tentar retirar das coisas o sentido que a palavra oculta.”
E assim é a poesia, um instrumento que faz aflorar sentimento e emoções pelo encadeamento de palavras e a relação entre elas.
“…Pois não há poema sem emoção, não há poema sem que uma corda íntima e insuspeitada do leitor vibre de repente percutida pela colocação estratégica de um verso, uma parada súbita que tanto pode ser uma dúvida quanto um abismo de significâncias.” Ivo Barroso
Lição de um Gato Siamês
GULLAR, Ferreira. Muitas Vozes: poemas. Rio de Janeiro: José Olympio Ed, 1999.
O amor nunca sai de moda e está sempre se mostrando a cada um de nós, em nosso dia a dia, sob diferentes formas. E por estar celebrando o amor ao lado da pessoa que gosto, resolvi abordar, no meu post quinzenal, esse tema, presente em duas obras distintas, mas com um olhar bem similar e curioso.
Toda vez que falamos em amor, somos imediatamente levados a formar uma imagem do amor romântico em nossa mente. E não há nada de errado nisso, que fique bem claro! No entanto, queria comentar do amor visto sob diferentes formas, com diferentes razões e motivos (ou não! O amor prescinde de motivos, certo? Já dizia Drummond no poema “As sem razões do amor”).
A primeira obra traz “13 dos melhores contos de amor da literatura” (Organização: Rosa Amanda Strausz, Ed. Ediouro), uma compilação dos melhores escritores brasileiros escrevendo sobre o referido tema sem se preocuparem em culminar em finais felizes. Aqui, Machado de Assis, Drummond, Luiz Fernando Veríssimo, Marina Colassanti, Caio Fernando Abreu, dentre outros, trazem suas narrativas de forma belíssima e singular, mostrando que o amor permeia todas as relações, classes sociais e faixas etárias.
Pra fazer uma dobradinha com o livro, o filme Simplesmente Amor (Love Actually) também aborda diferentes histórias envolvendo o amor, com e sem finais felizes. Nesta produção inglesa e com um elenco de primeira (Hugh Grant, Colin Firth, Liam Neeson, Emma Thompson, Laura Linney, Rodrigo Santoro, Keira Knightley, dentre outros), o amor também é o fio condutor da narrativa, fazendo com que o filme consagre o sentimento universal como uma das razões de nossa existência.
Então é isso, pessoal. Ficam aqui as dicas. Muito amor para todos vocês e até o próximo post.
Gênero musical argentino por natureza, o tango embalou e fez dançar portenhos e diversos públicos mundo afora. Entre as décadas de 20 e 50, viveu seu apogeu, entrando em declínio logo em seguida, com o surgimento e popularização do rock – décadas 60 e 70. Outro fator que colaborou para que o tango deixasse as rádios e diminuísse sua produção fonográfica foi o forte apelo pela tradição, o que engessou o estilo e impediu sua adaptação aos novos padrões musicais emergentes em um cenário globalizado.
No fim dos anos 90 e início dos anos 2000, o grupo Gotan Project trouxe uma nova roupagem para o tango, incorporando batidas e instrumentos eletrônicos em seus arranjos. O sucesso foi imediato e expandiu novamente as fronteiras do tango para além das “terras hermanas”. No rastro do Gotan Project, surgiram Bajofondo Tango Club, Narcotango, Otros Aires, San Telmo Lounge, Tanghetto, dentre outros. Assim, o ritmo (e dança a par) com forma musical binária e compasso de dois por quarto em seu formato original fundiu instrumentos tradicionais, como o bandoneón, com computadores e samplers numa harmonia perfeita e deliciosa. Vocês podem conferir o que digo, por exemplo, em dois CDs que compilam sucessos da nova geração de tango – ou Eletrotango. São eles.
CD Buenos Aires Late
01. Santa María (del Buen Ayre) – Gotan Project
02. Inmigrante – Tanghetto
03. Sin rumbo – Otros Aires
04. Un paso más allá – Narcotango
05. Libertango – Ultratango
06. Dársena Sur – Maquinal Tango
07. El llorón – Electrocutango
08. Tango Colegiales – Debayres
09. Baires 6 AM – Terminal Tango
10. Bonus track: La Cumparsita – Carlos Cutaia, con la voz de Daniel Meling.
CD Buenos Aires Late 2
01. Epoca – Gotan Project
02. Cosas de Negros – Terminal Tango
03. Milonga Sentimental – Otros Aires
04. Buscando Camorra – Tanghett.
05. Cantaba Asi – Petruchelli
06. La Cumparsita – Experimentango/ Susana Rinaldi
Hoje retorno meus posts em nosso blog após um longo período afastado. A partir de agora, você tem um encontro quinzenal comigo trazendo temas como cultura popular, livros, cinema, teatro, shows, CDs, DVDs e filmes. A coluna se chama Por Dentro e, já na estreia (ainda não me conformo com a perda do acento dessa palavra – coisas de redator!), comento sobre um grande show ocorrido aqui na cidade, na semana passada.
Quando anunciaram a vinda da Lauryn Hill a BH, os fãs devem ter aprovado a decisão de estender os shows internacionais para além do circuito Rio-Sampa. Com todas as dificuldades que as produtoras enfrentam para trazer eventos como este à nossa cidade – leia-se baixa adesão do público, valor do ingresso compatível com a expectativa popular, local e infraestrutura para realização, dentre outros – a iniciativa era digna de comemoração.
Chegado o grande dia, a casa lotou, os fãs cumpriram certinho seu papel – cantaram junto, gritaram, aplaudiram e tiraram muitas fotos -, mas o resumo do episódio pode ser traduzido em uma acústica prejudicada, volume alto do som dos instrumentos da banda, abafando o que a cantora tem de mais precioso: seu timbre vocal. Uma pena!
Para além da técnica, o que eu vi em cima do palco parecia muito mais uma cantora gospel, com uma túnica preta, longa e pesada, que nunca se pareceu com as imagens da Lauryn comumente divulgadas pela mídia, além dela trazer os cabelos alisados e aparados de forma arredondada: irreconhecível.
Com tudo isso, não posso dizer que o show foi ruim. O repertório foi bacana e a banda e as backing vocals foram demais. Mas se eu tivesse pago o ingresso, teria ficado muito p…
Como diz um amigo: “some não” e até o próximo post.