Programação específica para celulares. O futuro?
Com a chegada e o crescente incremento da tecnologia digital já é possível se acessar uma gama bastante grande de programações pelo celular. As emissoras de televisão, por exemplo, estão rapidamente se adequando ao novo padrão de alta definição e já oferecendo suas atrações para celulares em todo o Brasil. Não é de hoje que em muitos países grande parte da audiência das TVs se dá via celular (veja o caso do Japão).
Não dá para fugir. O uso dos telefones celulares para acessar a internet e diversos outros conteúdos é uma prática que parece ter chegado pra ficar em todo o mundo. A todo instante somos bombardeados por novas propagandas de aparelhos cada vez mais avançados e, a cada nova geração, ter um celular moderno parece ser mais e mais prioritário.
A todo instante novos modelos de celular surgem para intensificar toda uma forma de se consumir informação - Imagem: http://macmagazine.uol.com.br
Então, se é assim, nada mais natural do que se pensar num futuro onde os conteúdos multimidiáticos estarão cada vez mais adequados a essa nova condição. Sim, daqui a alguns anos poderá ser comum que tenhamos emissoras produzindo conteúdos especificamente para o “público dos celulares”. E isso não é profecia, é realidade.
Pelo menos é o que acha o vice-presidente do Grupo Bandeirantes e presidente do Fórum SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre), Frederico Nogueira. Para ele é fato que a redes de comunicação terão que criar programações específicas para telefones celulares. De acordo com uma matéria publicada pela Folha de São Paulo, o pesquisador defende que não só o conteúdo terá que ser modificado, mas também toda uma estrutura que circunda esse conteúdo: “Terá também outro tipo de comercial e de medição de audiência…”, afirmou Nogueira. E continuou: “Por que as pessoas precisam chegar em casa e ficar vendo informações sobre o trânsito? Isso faz mais sentido na TV móvel. E muita coisa que vai ao ar na tela grande não é vista com qualidade em tela pequena, por isso é preciso mudar a transmissão”.
Em outras palavras, o conteúdo televisivo, assim como muitos outros, terá que se adaptar a uma nova realidade. Uma realidade mais dinâmica e diversificada, onde o espectador terá uma um leque de escolhas ainda maior na hora de consumir produtos da “fauna” da indústria cultural. È, caros leitores, esse é deveras o avanço da nova era da informação…
Por Henrique Oliveira