Viver ou Sobreviver?
Sabemos de uma coisa que o homem branco talvez venha um dia a descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira do homem vermelho como do branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa que as outras raças.Continua sujando sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça. É o fim da vida e o começo da sobrevivência.
Este é um trecho retirado de uma carta enviada ao Presidente dos Estados Unidos, em 1855, por um Cacique Seattle.
Podemos entender o trecho como uma previsão do que está acontecendo hoje.
A sabedoria que envolveu estas palavras nos faz refletir sobre como agimos diante do mundo que vivemos, qual a nossa responsabilidade e porque vem acontecendo coisas terríveis envolvendo a fúria da natureza. Não é por acaso que chuvas fortes desmoronam casas, terremotos destroem regiões, doenças nunca vistas antes surgem e matam milhares de pessoas, dentre varias catástrofes que estão acontecendo. Podemos culpar a Deus pelo castigo que assola a humanidade? Acho que Deus não tem nada com isso. Estamos colhendo o que plantamos, a natureza está retribuindo os males sofridos. O homem destrói pelo poder e dinheiro. Estamos em grande desvantagem, de que adianta admirar as maravilhas feitas pelo homem se não estaremos aqui por muito tempo para usufruí-las?
Fala-se muito em conscientização, mas será que as pessoas usam sua consciência? Será que fazemos algo para melhorar as coisas, ou ficamos a espera de que outros façam ? Sabemos o que é certo e errado, mas estamos acostumados a esperar que alguém faça por nós para que possamos culpá-lo por não ter dado certo. Ao fazermos nossas escolhas devemos assumir as conseqüências delas.
Vale a pena refletir sobre a frase dita pelo cacique “...e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos.”

