Tag: Originalidade

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As heranças de Jobs

  • 06/10/2011
  • Ana Paula Coelho | Inteligência Digital

Fiquei pensando se devia me atrever a escrever algo sobre Jobs. Muita gente interessante já falou sobre o assunto nesse dia triste em que perdemos uma das mentes mais brilhantes com as quais tivemos a sorte de compartilhar a existência, ainda que de muito longe.

Pode ser que o texto nade em clichês e pareça demagogo, pois parece fazer pouco sentido lamentar a morte de alguém que sequer se conheceu pessoalmente. O problema é que, para qualquer pessoa que tenha alguma afinidade com tecnologias digitais, esse é o único assunto sobre o qual parece fazer sentido falar hoje.

(mais…)

MUSICA

Original ou plágio?

  • 01/04/2010
  • Fátima Lima | Relações com o Mercado

Esse assunto já foi tema aqui do blog por, pelo menos, duas vezes. Hoje retorna abordando o campo da música.

Nada contra as referências para a composição, afinal a música é ótima. Mas apropriar-se de tal forma de uma obra sem ao menos mencionar a sua origem….Como lidar com isso, referência ou plágio? Confira.

OS VOTOS

” Pois, desejo primeiro que você ame e que amando, seja também amado,

E que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo depois que não seja só, mas que se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos e que, mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis,

E que em pelo menos um deles você possa confiar, que confiando, não duvide de sua confiança.

E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos nem poucos,

Mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas

E que entre eles haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiadamente seguro.

Desejo, depois, que você seja útil, não insubstituivelmente útil,

Mas razoavelmente útil. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada,

Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé. Desejo ainda que você seja tolerante,

não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com aqueles que erram muito e irremediavelmente,

E que essa tolerância não se transforme em aplauso nem em permissividade,

Para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais e que, sendo maduro,

não insista em rejuvenescer e que, sendo velho, não se dedique a desesperar.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e

é preciso deixar que eles escorram dentro de nós.

Desejo, por sinal, que você seja triste, mas não o ano todo,

nem em um mês e muito menos numa semana, mas apenas por um dia.

Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom,

o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo,

Talvez agora mesmo, mas se for impossível, amanhã de manhã.

que existem oprimidos, injustiçados e infelizes,

e que estão à sua volta, porque seu pai aceitou conviver com eles.

E que eles continuarão à volta de seus filhos, se você achar a convivência inevitável.

Desejo ainda que você afague um gato, que alimente um cão

e ouça pelo menos um joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal.

Porque assim você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,

por mais ridícula que seja, e acompanhe o seu crescimento dia-a-dia,

para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.

E que, pelo menos uma vez por ano, você ponha uma porção dele na sua frente e diga:

Isso é meu. Só para que fique bem claro quem é dono de quem.

Desejo ainda que você seja frugal, não inteiramente frugal,

não obcecadamente frugal, mas apenas usualmente frugal.

Mas que esse frugalismo não impeça você de abusar quando o abuso se impõe.

Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você.

Mas que, se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.

Desejo, por fim, que sendo mulher você tenha um bom homem,

E que sendo homem, tenha uma boa mulher.

E que se amem hoje, amanhã, depois, no dia seguinte, mais uma vez,

E novamente, de agora até o próximo ano acabar,

E que quando estiverem exaustos e sorridentes,

ainda tenham amor para recomeçar.

E se isso só acontecer, não tenho mais nada para desejar. ”

( Sergio Jockymann – 1978/* .

Poesia de autoria de Sergio Jockymann, publicada em 1980 no Jornal Folha da Tarde, de Porto Alegre-RS.

AMOR PRA RECOMEÇAR**

Composição: Frejat/Mauricio Barros/Mauro Sta. Cecíli.

Eu te desejo

Não parar tão cedo

Pois toda idade tem

Prazer e medo…

E com os que erram

Feio e bastante

Que você consiga

Ser tolerante…

Quando você ficar triste

Que seja por um dia

E não o ano inteiro

E que você descubra

Que rir é bom

Mas que rir de tudo

É desespero…

Desejo!

Que você tenha a quem amar

E quando estiver bem cansado

Ainda, exista amor

Prá recomeçar

Prá recomeçar…

Eu te desejo muitos amigos

Mas que em um

Você possa confiar

E que tenha até

Inimigos

Prá você não deixar

De duvidar…

Quando você ficar triste

Que seja por um dia

E não o ano inteiro

E que você descubra

Que rir é bom

Mas que rir de tudo

É desespero…

Desejo!

Que você tenha a quem amar

E quando estiver bem cansado

Ainda, exista amor

Prá recomeçar

Prá recomeçar…

Eu desejo!

Que você ganhe dinheiro

Pois é preciso

Viver também

E que você diga a ele

Pelo menos uma vez

Quem é mesmo

O dono de quem…

Desejo!

Que você tenha a quem amar

E quando estiver bem cansado

Ainda, exista amor

Prá recomeçar…

Eu desejo!

Que você tenha a quem amar

E quando estiver bem cansado

Ainda, exista amor

Prá recomeçar

Prá recomeçar

Prá recomeçar…