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Ana Paula Queiroz - Novas Direções

Novas direções 2011: agora, o assunto é Português

  • 06/12/2011
  • Tadeu Campos – Gerência de Negócios

O Novas Direções, edição 2011 teve prosseguimento hoje, tendo Ana Paula Queiroz – revisora da agência – como facilitadora do tema “Português: Modos de usar”.

Dentre outros aspectos interessantes, Ana fez um painel, explicando como o ensino da língua portuguesa tem mudado nos últimos tempos. A tendência que se observa na avaliação do uso da língua, tem passado cada vez mais pela consistência das ideias, organização, clareza e argumentação, do que propriamente pelo uso correto da gramática.

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ostras

Ostra feliz não faz pérola

  • 07/10/2011
  • Ana Paula Queiroz | Revisão

“Ostras são moluscos, animais sem esqueleto, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, com pingos de limão, com arroz, paellas, sopas.  Sem defesas – são animais mansos – seriam uma presa fácil dos predadores. (mais…)

El silencio y el grito, de Fdezsrez.

O poder do silêncio

  • 30/03/2011
  • Ana Paula Queiroz | Revisão

Olá, pessoas…Na semana passada me atrevi a escrever sobre o Poder da Palavra. Hoje, escreverei sobre minhas reflexões a respeito do poder do silêncio.

Não sei se poderia dizer que ambos causam o mesmo impacto sobre as pessoas, porém, uma palavra bem dita e um silêncio bem colocado têm muito em comum. Um silêncio que cala é por vezes pior que uma voz que grita, que clama. Que RECLAMA.

Reclamando, exigindo, sugerindo, podemos mudar o rumo de uma história. Agora, frente a um silêncio que berra, não temos muito a fazer… afinal, segundo a sabedoria popular, quem cala consente, não é mesmo?

O silêncio do outro em um primeiro encontro amoroso… o silêncio desconcertante frente ao namorado no dia em que você quer terminar.

O silêncio de uma sala onde está o telefone por meio do qual se espera o resultado de uma entrevista de emprego… o silêncio após um pedido de perdão.

Acredito que a maioria das pessoas já se viu em uma situação de discussão em que o interlocutor simplesmente se cala… o impulso que nos toma é o de dar uma sacudida no outro, aos berros : “Fala alguma coisa, reage, não fica me olhando estático, mudo…”. E quanto é imenso o incômodo causado pela ausência de um e-mail esperado, de uma ligação em que o outro lado da linha se cala… ser ignorado é “tão muito mais horrível” que uma resposta mal dada… pelo menos no meu ponto de vista.

Como é terrível a sensação de falar para o nada… o poder da palavra parece sumir frente à potência do silêncio. Dar bom-dia e não ter resposta já incomoda, imagine discutir sem a reação do outro…

Que alcancemos todos o meio-termo. E que saibamos assim, usar os poderes das palavras ditas, bem como das ausentes….

“Se você não consegue entender o meu silêncio, de nada adiantarão as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos.”

Oscar Wilde

El silencio y el grito, de Fdezsrez.

El silencio y el grito, de Fdezsrez.

palavras

O poder da palavra

  • 16/03/2011
  • Ana Paula Queiroz | Revisão

Foto de Alexandra Carvalho no Flickr

Olá, pessoas!

A partir de hoje, colaborarei com a manutenção do blog, e meus primeiros registros serão inspirados no nome da coluna. Por conseguinte, falarei sobre “o poder da palavra”.

Se há algo acessível a qualquer homem, independente de credo, raça ou gênero, é a PALAVRA, seja essa escrita, falada ou representada por gestos – como as libras – ou pontos em alto relevo, como o braile.

Por estar ao alcance de todos, a palavra tem o poder de anunciar desde um nascimento até o início de uma guerra, tamanha é a sua onipotência. E onipresença, uma vez que a mesma pode estar em todos os lugares, ainda que não esteja grafada. A palavra, por meio de um gesto, de um olhar, pode estar representada, e dessa maneira, reprovar, aprovar ou reproduzir a opinião de alguém.

As palavras têm a capacidade atingir mais que um toque, de nos agredir e nos deixar mais indefesos que uma surra. Elas têm o poder de fazer com que as pessoas reflitam sobre seus atos com mais ênfase que se a pessoa fosse agredida fisicamente. Palavras nos deixam sem ação, e tocam nossa mente e alma, ao mesmo tempo em que nos trazem uma felicidade ilusória, uma alegria sem tamanho e descontrolada, como ao lermos uma carta esperada há tempos, um recado, um bilhete… ainda que o papel – ou nos dias de hoje, o computador – aceite tudo, e o conteúdo possa não ser mais que uma grande falácia.

As palavras nos encantam, nos convencem… vendemos e compramos, nos apaixonamos e desencantamos. É através delas que escrevemos e registramos nossa história, nos situando na linha dos séculos, e assim prosseguimos, com o objetivo de eternizar-nos e a nossos feitos, no tempo e no espaço.

“Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução.”

Machado de Assis.

Guernica

A Morte

  • 11/10/2010
  • Liliane Vivas | Revisão

Desde o nosso nascimento somos preparados para a vida, aprendemos a nos comunicar, a andar, desenvolvemos nossa cognição e nos lançamos ou somos lançados no mundo.

Aprendemos sobre o bom e o errado, sobre o ruim e o correto. Nossos tutores são os responsáveis por nos educar para a vida e para o viver.

Mas em nenhum momento somos educados para a morte. A morte em todos os sentidos, as perdas, términos… Vida e morte caminham juntas. Não há o dito popular: assim que nascemos já começamos a morrer?

Segundo Barros de Oliveira, doutor em psicologia “[...] caíram todos os tabus, como o do sexo, mas a morte é hoje, mais do que nunca, proibida de se mostrar, quase que uma coisa obscena ou pornográfica [...]“.

No decorrer de nossa a vida nos deparamos com nossa primeira perda, como a morte de um ente querido ou um amigo de colégio que se muda, deixando saudade. Sem contar no primeiro rompimento afetivo, quem não se recorda?

“Há alguma coisa sobre a exclusão dos outros que é observada como sendo tão prejudicial à nossa sobrevivência quanto alguma coisa que pode nos machucar fisicamente e o nosso corpo automaticamente sabe disso”, relata uma equipe de psicólogos da University of Califórnia em Los Angeles (UCLA).

O que não nos damos conta é que tudo tem um início e um fim, pode durar 8 dias ou 80 anos… Como numa tragédia grega, estamos fadados, mas fadados somente a uma coisa em comum: a morte.

Depois de tanto divagar sobre vida e morte, hoje dou a dica de uma psiquiatra e escritora que em 1969 procurou buscar e formular teorias sobre a educação para a morte e para o morrer.

Elisabeth Klüber-Ross escreveu “Sobre a morte e o morrer”. Neste livro encontramos os estágios que os doentes terminais passaram. Mas que podemos utilizá-los em todas as nossas perdas e quem sabe começarmos a nos educar e nos preparar para o que é iminente: o fim.

São eles:

Negação e Isolamento: A pessoa se recusa a aceitar, e para proteger o ego, ela age normalmente, como se o fato da morte não a afetasse, ou como se morrer fosse algo comum, é o falso positivismo. Isolamento aqui, seria o isolamento da mente, a pessoa nem sempre se isola das outras.

Cólera (Raiva): É o mais fácil de ser percebido, a pessoa culpa a tudo e a todos, está possessa com o fato de não ter controle sobre a própria vida, e em ter de aceitar a morte.

Negociação/barganha: Essa fase é geralmente onde a pessoa apela para forças maiores, ou seja, Deus em todas as suas formas dependendo da religião.

Depressão: Há uma entrega, onde se aceita que a morte é inevitável, e nada se pode fazer, entretanto há a tristeza e a falta de vontade de viver.

Aceitação: Tudo termina, tudo tem fim, nada se pode fazer, assim que nascemos começamos a morrer, é uma aceitação positiva da morte, onde se compreende que não compete a pessoa querer viver ou não, e ela aceita as coisas como são.

O intuito de abordar tal tema é justamente levar a reflexão sobre a morte e o morrer e talvez, de alguma maneira, conseguir amenizar, aceitar ou até “racionalizar” os nossos estágios em todos os tipos de nossas relações pessoais.