O Novas Direções, edição 2011 teve prosseguimento hoje, tendo Ana Paula Queiroz – revisora da agência – como facilitadora do tema “Português: Modos de usar”.
Dentre outros aspectos interessantes, Ana fez um painel, explicando como o ensino da língua portuguesa tem mudado nos últimos tempos. A tendência que se observa na avaliação do uso da língua, tem passado cada vez mais pela consistência das ideias, organização, clareza e argumentação, do que propriamente pelo uso correto da gramática.
“Ostras são moluscos, animais sem esqueleto, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, com pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas – são animais mansos – seriam uma presa fácil dos predadores. (mais…)
Olá, pessoas…Na semana passada me atrevi a escrever sobre o Poder da Palavra. Hoje, escreverei sobre minhas reflexões a respeito do poder do silêncio.
Não sei se poderia dizer que ambos causam o mesmo impacto sobre as pessoas, porém, uma palavra bem dita e um silêncio bem colocado têm muito em comum. Um silêncio que cala é por vezes pior que uma voz que grita, que clama. Que RECLAMA.
Reclamando, exigindo, sugerindo, podemos mudar o rumo de uma história. Agora, frente a um silêncio que berra, não temos muito a fazer… afinal, segundo a sabedoria popular, quem cala consente, não é mesmo?
O silêncio do outro em um primeiro encontro amoroso… o silêncio desconcertante frente ao namorado no dia em que você quer terminar.
O silêncio de uma sala onde está o telefone por meio do qual se espera o resultado de uma entrevista de emprego… o silêncio após um pedido de perdão.
Acredito que a maioria das pessoas já se viu em uma situação de discussão em que o interlocutor simplesmente se cala… o impulso que nos toma é o de dar uma sacudida no outro, aos berros : “Fala alguma coisa, reage, não fica me olhando estático, mudo…”. E quanto é imenso o incômodo causado pela ausência de um e-mail esperado, de uma ligação em que o outro lado da linha se cala… ser ignorado é “tão muito mais horrível” que uma resposta mal dada… pelo menos no meu ponto de vista.
Como é terrível a sensação de falar para o nada… o poder da palavra parece sumir frente à potência do silêncio. Dar bom-dia e não ter resposta já incomoda, imagine discutir sem a reação do outro…
Que alcancemos todos o meio-termo. E que saibamos assim, usar os poderes das palavras ditas, bem como das ausentes….
“Se você não consegue entender o meu silêncio, de nada adiantarão as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos.”
A partir de hoje, colaborarei com a manutenção do blog, e meus primeiros registros serão inspirados no nome da coluna. Por conseguinte, falarei sobre “o poder da palavra”.
Se há algo acessível a qualquer homem, independente de credo, raça ou gênero, é a PALAVRA, seja essa escrita, falada ou representada por gestos – como as libras – ou pontos em alto relevo, como o braile.
Por estar ao alcance de todos, a palavra tem o poder de anunciar desde um nascimento até o início de uma guerra, tamanha é a sua onipotência. E onipresença, uma vez que a mesma pode estar em todos os lugares, ainda que não esteja grafada. A palavra, por meio de um gesto, de um olhar, pode estar representada, e dessa maneira, reprovar, aprovar ou reproduzir a opinião de alguém.
As palavras têm a capacidade atingir mais que um toque, de nos agredir e nos deixar mais indefesos que uma surra. Elas têm o poder de fazer com que as pessoas reflitam sobre seus atos com mais ênfase que se a pessoa fosse agredida fisicamente. Palavras nos deixam sem ação, e tocam nossa mente e alma, ao mesmo tempo em que nos trazem uma felicidade ilusória, uma alegria sem tamanho e descontrolada, como ao lermos uma carta esperada há tempos, um recado, um bilhete… ainda que o papel – ou nos dias de hoje, o computador – aceite tudo, e o conteúdo possa não ser mais que uma grande falácia.
As palavras nos encantam, nos convencem… vendemos e compramos, nos apaixonamos e desencantamos. É através delas que escrevemos e registramos nossa história, nos situando na linha dos séculos, e assim prosseguimos, com o objetivo de eternizar-nos e a nossos feitos, no tempo e no espaço.
“Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução.”
Desde o nosso nascimento somos preparados para a vida, aprendemos a nos comunicar, a andar, desenvolvemos nossa cognição e nos lançamos ou somos lançados no mundo.
Aprendemos sobre o bom e o errado, sobre o ruim e o correto. Nossos tutores são os responsáveis por nos educar para a vida e para o viver.
Mas em nenhum momento somos educados para a morte. A morte em todos os sentidos, as perdas, términos… Vida e morte caminham juntas. Não há o dito popular: assim que nascemos já começamos a morrer?
Segundo Barros de Oliveira, doutor em psicologia “[...] caíram todos os tabus, como o do sexo, mas a morte é hoje, mais do que nunca, proibida de se mostrar, quase que uma coisa obscena ou pornográfica [...]“.
No decorrer de nossa a vida nos deparamos com nossa primeira perda, como a morte de um ente querido ou um amigo de colégio que se muda, deixando saudade. Sem contar no primeiro rompimento afetivo, quem não se recorda?
“Há alguma coisa sobre a exclusão dos outros que é observada como sendo tão prejudicial à nossa sobrevivência quanto alguma coisa que pode nos machucar fisicamente e o nosso corpo automaticamente sabe disso”, relata uma equipe de psicólogos da University of Califórnia em Los Angeles (UCLA).
O que não nos damos conta é que tudo tem um início e um fim, pode durar 8 dias ou 80 anos… Como numa tragédia grega, estamos fadados, mas fadados somente a uma coisa em comum: a morte.
Depois de tanto divagar sobre vida e morte, hoje dou a dica de uma psiquiatra e escritora que em 1969 procurou buscar e formular teorias sobre a educação para a morte e para o morrer.
Elisabeth Klüber-Ross escreveu “Sobre a morte e o morrer”. Neste livro encontramos os estágios que os doentes terminais passaram. Mas que podemos utilizá-los em todas as nossas perdas e quem sabe começarmos a nos educar e nos preparar para o que é iminente: o fim.
São eles:
Negação e Isolamento: A pessoa se recusa a aceitar, e para proteger o ego, ela age normalmente, como se o fato da morte não a afetasse, ou como se morrer fosse algo comum, é o falso positivismo. Isolamento aqui, seria o isolamento da mente, a pessoa nem sempre se isola das outras.
Cólera (Raiva): É o mais fácil de ser percebido, a pessoa culpa a tudo e a todos, está possessa com o fato de não ter controle sobre a própria vida, e em ter de aceitar a morte.
Negociação/barganha: Essa fase é geralmente onde a pessoa apela para forças maiores, ou seja, Deus em todas as suas formas dependendo da religião.
Depressão: Há uma entrega, onde se aceita que a morte é inevitável, e nada se pode fazer, entretanto há a tristeza e a falta de vontade de viver.
Aceitação: Tudo termina, tudo tem fim, nada se pode fazer, assim que nascemos começamos a morrer, é uma aceitação positiva da morte, onde se compreende que não compete a pessoa querer viver ou não, e ela aceita as coisas como são.
O intuito de abordar tal tema é justamente levar a reflexão sobre a morte e o morrer e talvez, de alguma maneira, conseguir amenizar, aceitar ou até “racionalizar” os nossos estágios em todos os tipos de nossas relações pessoais.