Sustentabilidade, ao contrário da acepção atribuída largamente por marcas que vemos por aí, não é sinônimo de consciência ecológica. Ser sustentável é produzir de forma a garantir o equilíbrio do ecossistema habitado pela marca: fornecedores, clientes, comunidade. Ser sustentável passa não só por garantir o melhor uso dos insumos, fazendo escolhas mais conscientes, visando tê-los disponíveis por mais tempo, mas também com a preocupação com o output gerado pelo processo produtivo.
Um dos temas do Projeto Brains, ocorrido hoje, estava focado no mundo verde: sem poluição, com energia limpa e com utilização racional dos recursos naturais, dentre outros aspectos que nos fazem visualizar o paraíso, ou voltar ao passado. Isso mesmo, se fizer algum esforço, é possível que a geração de 70 e das décadas anteriores lembrem-se que praticamente tudo que comprávamos vinha em embalagens de papel (arroz, açúcar, macarrão e vários produtos do dia-a-dia). Lembro-me também que as residências tinham no máximo uma televisão e que geladeira era o sonho das classes menos abastadas. O telefone fixo custava vários mil cruzeiros (era como comprar um carro). Carro? Quantos prédios construídos sem garagem! Em poucos anos o mundo vivenciou grandes mudanças: as mulheres no trabalho, a abertura de mercado, o desenvolvimento econômico. Tudo ficou mais facilitado, até o supérfluo se tornou item de necessidade. Vivemos hoje num mundo cada vez mais consumista que se preocupa e volta os olhos para o futuro, mesmo sabendo que possivelmente, a solução esteja no passado. Quantos estariam dispostos a abrir mão da sua comodidade em prol de um futuro melhor?
Em 1994 começa a história da DryWash quando Lito Rodriguez abriu um lava-rápido em um bairro nobre de São Paulo. O negócio começou e logo o empreendedor já sabia que estava diante do seu maior projeto profissional. Com área reduzida, atendia 500 carros por mês. Conveniência e bem-estar foram as duas palavras que fizeram parte do vocabulário do empresário desde o início, quando ele percebeu que não havia referência no segmento de lavagem de carros, e nem um padrão seguido como modelo.
Mas, o grande diferencial era que Lito não usava água para lavar os carros. Outro fator que ajudou a DryWash a se solidificar no mercado foi montando lojas em shoppings. O sucesso desta estratégia aconteceu pela conveniência do cliente que vai ao shopping em busca de momentos de lazer, enquanto seu carro é lavado sem agredir ao meio ambiente .
O público-alvo da DryWash tem um estilo de vida característico. Valéria Centin, responsável pela área de promoção e marketing da empresa, diz que, pelo conceito, seus clientes são pessoas preocupadas com a responsabilidade social, com o meio ambiente e com o futuro. “São pessoas das classes A e B, apaixonados por carro e que lavam (no shopping) por conveniência”, define Valéria.
Meio-ambiente e responsabilidade
Trabalhar nos shoppings, inclusive, ajudou no conceito de economia de água, já que não é permitido lavagem com água nos centros de compras. A partir disto houve um link com a responsabilidade sócio-ambiental quando se desenvolveu a visão da preservação da água no planeta. Valéria conta que o princípio não era o de chamar a atenção para o aquecimento global ou economia de água. “O que ajudou a DryWash a divulgar este conceito foi a imprensa e sem dúvida a preservação e o aquecimento do planeta agregou muito valor a DryWash”.
No segmento de lavagem sem água a DryWash é a pioneira, mas não a única. Apesar da dificuldade em transformar o conceito de lavagem de carros, o boca-a-boca foi o que trouxe o crescimento para a empresa, que utiliza 80% de componentes orgânicos nos produtos. “Existem concorrentes, mas nenhum deles tem todos os produtos aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), registrados e ecológicos”, conta Valéria.
Com um calendário promocional próprio, a DryWash tem o foco voltado para datas ambientais e sociais, onde todo ano realizam campanhas relacionadas à semana do meio ambiente e a semana da ciência. “Elegemos mensalmente as datas principais”, explica a executiva. Com um produto inovador para o setor, faltava apenas a DryWash estar na TV. Isto aconteceu, mas não em forma de propaganda tradicional. A empresa ganhou mais visibilidade quando o empreendedor Tiago Pereira levou para o programa O Aprendiz 4 – O Sócio, a idéia de unir um novo produto com a experiência e competência do empresário Roberto Justus. Valéria Centin conta que a idéia de internacionalizar a empresa nasceu há quatro anos e o programa foi uma ferramenta para o projeto deslanchar mais rapidamente. “Não podemos dizer que foi um divisor de águas, mas ajudou bastante a divulgar a DryWash”.
A luta por desenvolver o negócio começou bem cedo e ainda teve a desistência de um sócio no sexto mês de vida. “Desde o início, havia muitas dificuldades e nunca acreditamos em sucesso, o que faz com que todos os dias se tornem o primeiro e o último”, afirma Lito Rodriguez (foto) em entrevista ao Mundo do Marketing. O empresário compara o conceito da empresa ao tripé do alinhamento entre pessoas, meio-ambiente e lucro, com o foco sempre no equilíbrio para conduzir o desenvolvimento.
Uma das etapas dos treze anos da companhia foi buscar resultados satisfatórios. Segundo Lito, o lucro é o que garante o treinamento, investimento, desenvolvimento em novas tecnologias, novos processos e produtos da DryWash. “A partir do momento em que as empresas têm um princípio, política corporativa e valores enraizados, atrai bons profissionais e se distancia das pessoas que não se adaptam a isso”, conta Rodriguez.
Plano de vida e oportunidades para funcionários
Os funcionários da companhia, aliás, têm possibilidades de carreira na empresa. O programa começa com o funcionário acadêmico, seguido de auxiliar, aplicador, supervisor, consultor até gerente. Com garantias e planos de carreira, a DryWash também abre espaço para os autofranqueados. Estes normalmente são ex-funcionários, donos dos seus próprios negócios com todo o suporte da empresa, como treinamento, produtos e técnicas. “É uma grande realização para DryWash e para o franqueado. Criamos o Instituto Academia DryWash, que oferece oportunidade, técnica, evolução pessoal, educação moral, respeito, dignidade e meio-ambiente”, afirma Valéria Centin.
Este posicionamento ajudou ainda na evolução dos produtos e serviços da empresa, que passou a desenvolver produtos para limpeza de superfícies em geral, como o limpador de vidros de vitrines de lojas, também com uma fórmula inovadora. Isso porque, com a aplicação do produto, o consumidor que encosta o dedo no vidro não deixará grandes marcas, pois a fórmula dificulta a aderência de gordura. “Há também as empresas que fazem a limpeza de orelhões com produtos DryWash porque tem um prazo maior para fazer a limpeza”, explica.
Depois de muitos anos de crescimento acelerado, em que a empresa chegou a contar com cerca de duzentas franquias no Brasil, a DryWash resolveu se estruturar. Há cerca de três anos não abre mais franquias. Para abrir uma loja, o proprietário deve ter o perfil que a DryWash acredita ser o ideal. “Atualmente existem cerca oitenta franquias DryWash”, diz Valéria.
Em épocas de tanto discurso sobre práticas sustentáveis e melhor utilização dos recursos naturais, a G30 parte pra ação com a campanha “Se liga, desliga!”.
A campanha teve a participação de todos os colaboradores que, sem saber o motivo, foram estimulados a enviar à criação desenhos do bicho papão da sua infância. Esses desenhos ganharam um toque dos nossos criativos e agora convivem conosco nos vários ambientes da G30, por meio de e-mail mkt, adesivos e cartazes. A ideia é estimular o consumo racional de energia e evitar o desperdício.
Em menos de uma semana, temos uma mudança de comportamento de todas as pessoas: monitores em descanso, luzes apagadas durante o almoço e tomadas desligadas após o expediente. É muito satisfatório saber que fazemos mais do que estar no discurso.
Não é só a rentabilidade financeira, o principal fator que incentiva uma empresa a buscar o rumo do crescimento. Outros fatores como a própria sobrevivência estão em curso e é sobre eles que falaremos um pouco.
A falta de crescimento impede que funcionários que não ocupam cargos executivos, consigam progredir na carreira. Os cargos ficam escassos, e para um funcionário progredir, é necessário que outro perca. E assim, a empresa começa a passar por desgastes em seu quadro de pessoal, seja no que se refere ao clima motivacional ou até mesmo com perdas de profissionais qualificados para outras empresas, onde eles enxergam uma oportunidade para alçar vôos maiores.
Não basta uma empresa saber que precisa crescer. Esse discurso quase todas têm na ponta da língua e almejam. Mas entre falar e almejar, antes de mais nada é fundamental planejar o crescimento. Quanto minha empresa pretende crescer este ano? Como conseguiremos alcançar nossas metas? Ela está preparada para o crescimento ou é necessário realizar-se ajustes e/ou investimentos.
O fato é que nem todas as empresas têm em sua rotina um planejamento estruturado para um crescimento que vise alcançar metas de curto, médio e longo prazo. As diretrizes para o crescimento começam pelos líderes da organização, mas precisam ser praticadas por todos os colaboradores, independente da sua área de atuação e do seu cargo. Todos eles precisam conhecer as metas, receber orientações sobre o papel a ser desempenhado e monitorar a todo o momento os resultados.
Cada empresa deve olhar para dentro de si e identificar seus pontos fortes e fracos, para facilitar o caminho do “onde quer chegar”. Estratégias para crescer são muitas. Algumas decidem lançar novos produtos ou serviços, outras buscam atuar em novas regiões, estabelecer novas parcerias, entre outros caminhos. Cada organização traça a estratégia que mais combina com o seu negócio e que aposta ser a mais indicada para o seu sucesso. Agora um ponto comum que une todas elas é a seguinte afirmativa: cresça ou cresça. Caso contrário, pode ir se preparando para o fim do seu negócio.