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Parando para o tempo

  • 07/10/2010
  • Fátima Lima | Relações com o Mercado

Costumo evitar aprofundar em assuntos que vão me incomodar, mas no decorrer das últimas semanas foi inevitável a reflexão sobre o tempo que está passando. Falar sobre o tempo tem sido recorrente em várias rodas, em diversos encontros, e principalmente, na ausência dos encontros. Ao telefone ou e-mail “ando sem tempo”. Tento entender e fazer um pacto com o tempo das horas, dos anos, do infinito. Descubro o tempo de uma vida inteira em que o eterno é breve. Quanto tempo eu tenho hoje? Todo tempo e nenhum tempo. Diagnóstico inevitável: Na eterna batalha do homem contra o tempo, o acaso pode ser determinante. Certamente sou eu a controlar o barco minha vida, mas o mar é incontrolável. Ao invés de sofrer com antecedência pelo ano que dizemos que já acabou, achando que o tempo passa rápido demais e que não dá tempo de fazer nada, sugiro experimentar viver o agora. Utopia? Pode ser. Mas se o tempo é curto, o mundo também é pequeno demais para meus sonhos. Então pode ser que eu deixe o absurdo dos meus pensares para viver no absurdo da realidade, onde brota-me o desejo de encontrar um mínimo de nexo entre o que me oprime e o que me faz feliz.

Relógio Salvador Dali

O Tempo no Varejo

  • 06/10/2010
  • Irlan Mogis | Gerência de Projetos

Há alguns dias, me peguei pensando em como o varejo se comporta em relação ao tempo.

Eles têm que ter tudo, todo o momento. E se por algum motivo se atrasam ou não têm, perdem clientes, perdem vendas e se perdem.

Nesse segmento o tempo não para e não perdoa. Os descuidos em qualquer grandeza são capazes de grandes estragos.

É bem trágico, eu diria.

Muito se fala sobre o tempo que se perde discutindo, alinhando e buscando informações, o tempo que se perde pesquisando, planejando, programando datas e prazos. Enfim, pra quem olha de fora, parece um tempo invisível.

Mas na verdade, aqui nessas etapas não se perde tempo, usa-se tempo. E é bem diferente.

Estamos bem no meio desse processo, onde a responsabilidade de cuidar do todo é grande, onde saber de tudo é mais do que necessário e onde não se embaralhar com o tempo é importante de todas as formas.

Aí me veio uma reflexão que escutei ou li em algum lugar que agora não me recordo onde.

Você é dono do seu tempo ou o tempo é dono de você?

Tempo X Trabalho II

  • 16/03/2010
  • Clarice Neres | Administrativo

Algumas sugestões para melhor aproveitamento do tempo:

1) Faça uma lista das tarefas do dia: Numere os itens na ordem em que pretende cumpri-los.

2) Sincronize seus calendários e agendas: Não perca um compromisso, porque está anotado em apenas uma das suas agendas.

3) Escreva um plano de ação contendo todos os passos envolvidos num projeto, e coloque-os na sequência apropriada.

4) Tente programar as tarefas mais importantes primeiro, assim, será mais fácil conseguir tempo para as menos importantes.

5) Seja realista ao definir seus objetivos.

6) Reconheça que você não terá tempo para fazer tudo. Dê preferência às atividades que produzem os resultados mais importantes, levando em conta os seus objetivos. Quanto às emergências, se não puderem ser canceladas ou delegadas, tente fazê-las em menos tempo.

7) Anote o tempo gasto em atividades por uma ou duas semanas para descobrir aonde o seu tempo está indo. Você perde muito tempo em atividades sem importância? Será que a maioria das interrupções vem sempre das mesmas pessoas? Existe um período do dia ou da semana em que é mais provável você ser interrompido? Elimine atividades que se infiltraram na sua rotina e que desperdiçam tempo.

8) Programe menos atividades.

9) Reduza as interrupções. Reserve um período do dia em que você não permitirá interrupções, a menos que seja absolutamente necessário.

10) Programe a tarefa mais desafiadora para o período do dia em que você está mais disposto e alerta.

11) Faça a tarefa mais desagradável o mais rápido possível

12) Deixe um tempo reservado para os imprevistos. Se você acha que pode chegar a um lugar em 15 minutos, programe 25. Se acha que um compromisso durará 1:00 hora, reserve 1:20.

13) Aproveite bem o tempo. Por exemplo, ouça as notícias ou uma gravação enquanto faz a barba, ou dirige. Leia enquanto espera o ônibus, ou simplesmente use esse tempo para relaxar.

14) Siga o princípio dos 80/20. (Essa idéia é conhecida como Princípio de Pareto, desenvolvida pelo economista Vilfredo Pareto, economista do século 19. Envolve o conceito de que 80% dos resultados vem de 20% dos esforços.) Se você alistou 10 tarefas, quais são as 02 mais importantes?

15) Tire tempo para descansar regularmente. Voltar para o trabalho com a mente e o corpo descansados é mais produtivo.

16) Ponha por escrito – Escreva o problema, e aliste todas as soluções possíveis.

17) Não seja perfeccionista

18) Seja profissional – Não espere ter vontade para executar uma tarefa. Simplesmente comece a trabalhar

19) Seja flexível. Descubra quais dessas sugestões funcionam melhor e adapte as idéias às suas circunstâncias e necessidades.

E aproveite bem o tempo, já que ele é um recurso não renovável.

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Tempo X Trabalho

  • 01/03/2010
  • Clarice Neres | Administrativo

Alguns estudiosos do século XX ousaram acreditar que os avanços tecnológicos libertariam as pessoas do “tédio” do trabalho e marcariam o início de uma “era de lazer sem precedentes”. O professor universitário, Julian Huxley, no início da década de 30, previu que no futuro as pessoas trabalhariam no máximo dois dias por semana, e isso seria suficiente para prover suas necessidades. Um executivo chamado Walter Gifford, declarou que a tecnologia daria a “todo homem a chance de fazer o que quisesse…, o tempo para aprimorar-se na arte de viver e para se dedicar a atividades que satisfizessem a mente e o espírito”. O sociólogo Henry Fairchild orgulhou-se em dizer, que “mesmo funcionando… no máximo quatro horas por dia”, as indústrias poderiam “fabricar mais produtos do que as pessoas conseguiriam usar”.

Mas o que ocorreu ao longo do tempo? O crescimento econômico durante o século XX e começo do século XXI foi realmente astronômico. Teoricamente, isso deveria ter reduzido a carga de trabalho de modo significativo. No entanto, John de Graaf nos aponta o resultado de tal crescimento: “As pessoas tem colhido todos os benefícios de sua produtividade na forma de mais dinheiro ou mais bens, mas nenhum benefício na forma de tempo. Dito de modo simples, nossa sociedade tem dado mais valor ao dinheiro do que ao tempo.”

Quais são as conseqüências dessa escolha?

Para Alcione Araújo (2000), todo o tempo, de toda a família, é consumido, direta ou indiretamente, pelo trabalho – doméstico, informal ou institucional. Seja trabalhando as sagradas oito horas diárias, seja preparando-se para ir trabalhar, seja no transporte para o trabalho. Seja ansioso com as perspectivas no trabalho, seja apreensivo com a avaliação do desempenho no trabalho… Cada dia, cada semana, começa e termina com o trabalho. SENNET (2008), explica que na sociedade atual onde tudo é flexível e superficial, manter casamentos e relacionamentos é uma tarefa difícil, as pessoas estão exauridas pelo ritmo enlouquecedor, tornando o convívio complicado para os casais. E quanto aos filhos? Estes recebem cuidados de “terceirizados”. Assim, a família como a concebemos se torna cada vez mais escassa.

A sobrecarga de trabalho tem sido associada a obesidade, alcoolismo, doenças cardíacas, acidentes de trabalho, dependência de drogas, ansiedade, fadiga, depressão e muitos outros problemas relacionados ao estresse. A revista Época (2005) alega que está comprovado que é possível enfartar e morrer só por estresse, no Japão há um fenômeno chamado Karoshi, “morte por excesso de trabalho”.

Há estudos que comprovam que nos momentos de lazer o homem tem sua capacidade criativa mais aguçada. Mas as pessoas não conseguem relaxar, elas não abandonam o trabalho, nem mesmo quando estão de folga. E assim, o lazer e a criatividade também ficam comprometidos.

Com o ritmo cada vez mais acelerado, as pessoas não tem disponibilidade para a cultura, então a indústria do entretenimento criou os “fast-arts”, soluções rápidas, nas quais não se precisa processar muitas informações. Isso justifica o sucesso dos filmes “blockbusters” e as comédias “stand-ups, piadas rápidas que exigem pouco esforço mental. A cultura e sua diversidade é outra vítima dos tempos corridos.

Jonh Donne, em seu texto “Meditações XVII” diz que “nenhum homem é uma ilha”, mas o homem contemporâneo ousa contradizer a frase poética, cada vez mais se sente só, tem pouco tempo para fazer novos amigos, e para acompanhar a vida dos amigos já feitos, presenciar suas alegrias e tristezas, na maioria das vezes o que se tem de mais próximo são os colegas de trabalho, devido ao convívio necessário, o resultado são os relacionamentos superficiais.

Os nossos princípios é o que definem até onde somos capazes de ir, quais as linhas que podemos ultrapassar pelas exigências do trabalho. Inclusive podemos assumir o trabalho como o maior de nossos valores, e isso não deve ser encarado como um problema, há muitas pessoas que escolhem o trabalho como prioridade em suas vidas e se sentem totalmente realizadas. O que não podemos fazer é procurar um vilão para os nossos insucessos e insatisfações. É verdade, que a sociedade impõe muitos valores, deixando poucas escolhas, mas não podemos assumir um valor imposto pelo outro. É preciso lembrar que a sociedade somos nós, e se existe uma pressão, de certa forma somos cúmplices dela. Sabendo que o tempo se escoa rapidamente, é urgente nos questionarmos sobre quais são os nossos valores, o que queremos para nossas vidas e nos empenharmos pelas nossas escolhas, sabendo que não damos mais do que o acordado, porque só o fato de dar já sela o acordo.